Para o Motorista

Novo padrão de placas: saiba como será daqui pra frente!

Novo padrão de Placas

Nos últimos anos, houve várias mudanças em relação às placas de veículos nos países que fazem parte do Mercosul. Tem sido adotado um novo padrão tanto para facilitar a identificação de carros quanto para melhorar a circulação de pessoas. Algumas federações já se posicionaram e o Brasil, por exemplo, só colocou essa regra em vigor em 2018.

Para cumprir esse objetivo, várias mudanças foram realizadas no conteúdo das placas, o que deve facilitar sua identificação e evitar fraudes. Se ainda não conhece quais foram essas alterações, é uma boa ideia aprender mais sobre elas. Especialmente se você ainda tem uma do modelo antigo.

E para ajudar aqui, vamos falar um pouco mais sobre o novo padrão de placas e como você pode se ajustar a ele. Acompanhe.

Quais são as principais mudanças?

Para acompanhar as demandas do Mercosul, o DETRAN teve que adotar uma série de novas normas para a confecção de placas para veículos. Veja aqui as principais delas.

Novo visual

As diferenças mais aparentes no novo padrão de placas são as cores e as informações incluídas. O modelo antigo utilizava uma superfície cinza, com letras pretas. Isso criava um reflexo ao serem iluminadas para facilitar sua leitura, mas ainda trazia alguns problemas. Para melhorar a visualização, agora elas possuem fundo branco. Além disso, são utilizadas letras de cor diferente, de acordo com a finalidade do veículo, e marca d’água do Mercosul.

Na parte de cima, por sua vez, haverá uma faixa azul com o país de origem da placa. À esquerda, um QR code, abreviação do país de origem e faixa holográfica.

Identificação por cor

A cor das letras e das bordas no novo padrão de placas também serve o propósito de identificar qual é a finalidade do veículo. A relação entre cores e funções é a seguinte:

  • preto: carro particular;
  • vermelho: veículo comercial, como caminhões e táxis;
  • verde: veículos especiais;
  • cinza: itens de colecionador, não necessariamente destinados ou permitidos em trânsito;
  • azul: carros oficiais, como policiais;
  • amarelo: veículos diplomáticos.

A ideia aqui é permitir uma identificação rápida da função do veículo, mesmo sem identificar a placa por inteiro. Além disso, se houver alguma inconsistência, ela ficará ainda mais clara.

Padrão do número de identificação

Nas placas do modelo antigo, o padrão utilizado para codificar é de 3 letras e 4 números, seguindo a ordem XXX-1111. Porém, no padrão Mercosul, esses itens passam a ser 4 letras e 3 números, seguindo a ordem XXX1X11. Como ainda há um número no final dela, isso não deve atrapalhar cidades que utilizam um sistema de rodízio.

Inclusão do QR code

Como medida extra para facilitar a identificação de veículos, o novo padrão de placas passou a incluir um QR code no canto esquerdo. Caso você não conheça, o QR code é um código bidimensional que pode ser escaneado, provendo a informação correspondente dentro do aparelho utilizado.

Seu funcionamento é bem similar ao de um código de barras, mas ele pode conter uma quantidade bem maior de dados em um espaço bem pequeno. Isso inclui informações sobre o número correspondente da placa, país e estado de origem, nome do proprietário etc. Dessa forma, os fiscais podem identificar qualquer inconsistência em questão de segundos.

Chip com informações do veículo

Por fim, como última medida de segurança, as novas placas também devem incluir, a partir de um segundo momento, um chip eletrônico de identificação. Ele contém as mesmas informações de identificação associadas ao QR code, mas pode ser acionado por meio de radiofrequência. Isso significa, por exemplo, que ele pode ser reconhecido com um aparelho apropriado localizado próximo a ele ou até mesmo a distância.

Além de ser uma nova medida de proteção, também é uma tecnologia que deve melhorar a circulação de veículos entre as fronteiras no futuro. Como a identificação do veículo pode ser feita a distância, será possível realizar cobrança automática de pedágio. Além disso, poderá ser feita a verificação de credenciais sempre que você cruzar algum dos postos. Isso promete evitar congestionamentos nas filas de pedágio e agilizar muitas viagens.

Qual é o prazo para adotar o novo padrão de placas?

Com relação à fabricação de novos veículos, o padrão Mercosul já está em vigor desde o final de 2018 em todos os estados do Brasil. Entretanto, cada estado teve um período diferente de adaptação. Porém, isso ainda não está definido para quem já possui um veículo e quer fazer a troca da placa para o modelo atualizado.

Não há um prazo determinado, mas compensa se adiantar. Se você trabalha com transporte de carga e cruza muitas fronteiras, vale a pena estar atualizado nesse sistema. Desta forma, diminui as chances de erros na hora da fiscalização. Ótimo para quem tem tempo limitado e precisa percorrer toda a estrada em poucos dias.

O que você deve fazer para trocar sua placa?

Se você está interessado em adotar o novo padrão de placas para o seu veículo, há algumas possibilidades que você pode seguir. Primeiramente, existem duas possibilidades para essa troca. A mais comum é quando o carro passa por algum processo de reemplacamento. Enquanto a segunda é se o veículo troca de dono ou é adaptado a outra função.

Por outro lado, a mudança também pode ser feita voluntariamente, solicitando uma nova placa e registrando seu código junto ao DETRAN. Para isso, basta solicitar a mudança no local mais próximo e levar a documentação solicitada. O preço pago pela troca varia de estado para estado, mas deve sempre ser o custo padrão de uma placa nova. Dessa forma, não haverá nenhuma defasagem ou desvantagem em fazer a mudança voluntariamente.

Agora você entende melhor como é o novo padrão de placas de veículos, seguindo as normas do Mercosul. Sendo assim, pode fazer sua adaptação e acompanhar tais mudanças com mais facilidade. Lembre-se de continuar atento a novas alterações, já que nunca se sabe quando essas regas podem mudar.

Gostou deste conteúdo? Para ajudar outras pessoas a entender acerca do novo padrão de placas, que tal compartilhar este artigo em suas redes sociais? Mostre a todos como podem acompanhar essas mudanças!