Para o Mecânico

5 boas práticas para a gestão financeira da oficina

Pessoa com calculadora fazendo gestão financeira

Empreender é uma tarefa difícil, independentemente de onde você esteja. No entanto, é inevitável considerarmos que no Brasil a história pode ser um pouco mais complicada. Ainda assim, a dificuldade do jogo nunca deve interferir no sucesso das suas jogadas, pois vencer aqui simboliza o seu potencial enquanto empreendedor.

Mas afinal de contas, quais são os principais parâmetros para o sucesso de um empreendimento? Hoje, abordaremos inúmeras condutas voltadas ao seu negócio, apontando quais são as melhores práticas para a gestão financeira da oficina mecânica.

Além de entender o papel de uma gestão eficiente no crescimento do seu negócio, você terá a oportunidade de conferir os principais erros a serem evitados, aumentando as suas chances de driblar as inconveniências e atingir o sucesso.

Sem mais delongas, acomode-se e tenha uma boa leitura!

Quais práticas são indispensáveis à gestão financeira da oficina?

Primeiramente, é fundamental que você entenda que não existe um caminho pronto rumo ao sucesso. Na verdade, existem padrões, que demonstram que as boas condutas gerenciais facilitam o crescimento de qualquer negócio.

Em cada uma das práticas abaixo você perceberá o valor das informações. Não apenas de um ponto de vista contábil, mas também no contexto estatístico. Quanto mais cedo você entender que informação é poder, mais fácil será gerenciar a sua oficina.

Além disso, conhecer os seus clientes e preferências, entender os seus gastos fixos e variáveis e até mesmo planejar os seus próximos passos são tarefas fundamentais para a saúde e longevidade do seu negócio.

A seguir, apresentamos de forma mais detalhada boas práticas de gestão financeira para uma oficina.

1. Informatizar os dados

As informações são fundamentais para que um gestor tome as melhores decisões. Hoje em dia, é vital que, além de obter os dados, você possa visualizá-los de forma rápida e fácil.

Durante a pré-informatização era comum que os comerciantes mantivessem grandes arquivos físicos, como livros apontando as entradas e saídas, prestações de serviços, relações com fornecedores, entre outros. Contudo, os tempos mudaram. Agora, tanto a demanda pelos serviços quanto o volume das informações são muito maiores do que antigamente.

Felizmente, a computação não ficou para trás nessa história, sendo a maior aliada do gestor moderno. Por isso, você deve investir na informatização dos dados. Todas as informações sobre serviços, compras, vendas, tributos, isenções e fornecedores devem estar em uma planilha.

Considere que quanto maior for a quantidade de dados informatizados, mais fácil será traçar um caminho de crescimento. Planilhas proporcionam uma boa visualização de valores e datas, além de apresentarem ótimas ferramentas para a criação de gráficos — uma maneira clássica de interpretar o crescimento de um negócio.

2. Conhecer os custos operacionais

Ignorar a existência dos custos fixos é uma negligência comum de inúmeros empreendedores brasileiros. Felizmente, você está aqui lendo este texto, aprendendo a fugir dessa triste estatística.

Os custos fixos são todos aqueles fundamentais ao funcionamento da oficina. São gastos que, independentemente do seu lucro, existirão todos os meses. Não há um padrão para todos os gestores, mas é possível imaginar alguns custos tradicionais. Por exemplo: se você não é o proprietário da sala/prédio comercial da sua oficina, provavelmente os seus custos fixos incluirão:

  • energia elétrica, água, telefonia e internet;
  • locação da sala/prédio comercial;
  • impostos municipais e estaduais;
  • salários dos funcionários.

Esses são os gastos recorrentes da grande maioria da massa empreendedora. Conforme você adiciona novos serviços e ferramentas à sua gestão, os gastos podem aumentar, assim como a sua produtividade.

Os gastos fixos são indispensáveis no planejamento, pois eles demonstram o seu custo operacional. Ter essa informação descrita claramente será essencial para os próximos investimentos, como a compra ou aluguel de máquinas, contração de funcionários e demais ações.

Além disso, toda essa informação relacionada a custo operacional ajudará você a estabelecer um preço justo e lucrativo para os seus serviços.

3. Monitorar o fluxo de caixa

O fluxo de caixa nada mais é que o balanço de orçamento da sua oficina. Para encontrar essa informação basta registrar todos os valores que entraram, seja na prestação de serviços ou na comercialização de peças e produtos.

Então, para enxergar o rendimento do seu caixa é necessário reduzir todos os seus custos operacionais do montante de entradas. Esse simples exercício de gestão permite que você observe se a empresa está fechando o mês no negativo ou não.

Uma boa análise de fluxo também demonstrará por onde o dinheiro está escorrendo, possibilitando que você faça cortes e ajustes para aumentar a sua lucratividade.

4. Considere valores reais

Os valores reais são as quantias de fato recebidas. É fundamental que você trabalhe apenas considerando o que recebeu, e nunca o que receberá. A inadimplência é uma realidade no mercado, seja no Brasil ou no mundo. Portanto, não tabele o crescimento do seu negócio a partir de valores com os quais você ainda não pode contar.

5. Estabeleça metas realistas

A ideia é simples: se você quer chegar a algum lugar, é preciso determinar uma rota. Portanto, nada de deixar a sua oficina à mercê do mercado. Trilhe metas realistas de aumento de lucratividade, presença regional e demais indicadores de sucesso.

Qualquer objetivo vale, seja conseguir alguns clientes a mais por mês, vender mais unidades de um produto ou apenas investir em publicidade durante um período estratégico. Entenda que toda conduta empresarial que busque o crescimento resultará em uma das alternativas abaixo:

  • erro, acompanhado de aprendizado;
  • acerto, seguido de lucro.

Quais erros devem ser evitados na gestão?

Na verdade, é mais fácil apontar os erros do que os acertos, não é mesmo? Mas nós reunimos uma lista de atitudes irresponsáveis cometidas por alguns empreendedores.

Portanto, confira este compilado de erros e, caso enxergue a sua oficina em algum deles, faça o possível para mudar essa realidade! O maior problema é ignorar:

  • critérios como qualidade ou custo-benefício durante a escolha de fornecedores;
  • a importância da publicidade regional;
  • a capacitação da equipe profissional;
  • a importância das informações;
  • as tendências do mercado.

Como a tecnologia pode ser uma aliada na gestão financeira da oficina?

A tecnologia pode e deve ser a sua aliada, tendo em vista a enorme variedade de ferramentas de gestão. As tarefas acima podem ser feitas em uma planilha, ou você pode apostar na automatização e centralização de tudo, contratando softwares que reúnam todas as informações em um painel.

Por fim, é fundamental saber: se você não investir na profissionalização dos seus funcionários, na gestão orçamentária e na publicidade e qualidade do atendimento, o seu concorrente vai! Essa é a dura realidade dos negócios.

Gostou dessas práticas sobre gestão financeira de uma oficina? Então aproveite a sua visita aqui no blog para ler nosso guia completo sobre o sistema de freio de automóveis, e aumente a capacitação da sua equipe na resolução dessa demanda!

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